
Os Lacaios
"Até onde podemos
discernir, o único propósito da existência humana é acender uma luz de
significado na escuridão do mero existir." - C.G. Jung
Grosso modo, pode dizer-se que lacaio é aquele que anda a mando do seu senhor.
Um tipo sem capacidade reivindicativa, um lambe botas, um triste, enfim um
artolas, é um lacaio.
Lacaios existem em todos os lugares.
Tanto estão nas empresas, como nas escolas, nos hospitais, na políca, na tropa,no futebol ou mesmo em casa da sogra a ver TV.
Os lacaios podem ser ricos, pobres ou mesmo remediados.
Ninguém nasce lacaio.
Está provado que este mamífero faz-se lacaio por vontade própria, com o
objectivo de um dia deixar de ser lacaio. Temos neste caso, por exemplo, os
coladores de cartazes, que um dia chegam a deputados e, pior, podem mesmo chegar
aos ministérios!
Exactamente o que o leitor ou leitora está a pensar:
- Ora aqui temos o lacaio político!
Este tipo de lacaio desenvolve a sua actividade na sombra do seu senhor.
Pelo seu senhor, o lambe botas político, atraiçoa, fere, intriga e outras tantas
coisas, que nem a nossa imaginação consegue descortinar. É um lacaio
perigoso…!!!
.....
No seu debate sobre o estado da Nação, George W. Bush comunicou ao Mundo o que o
Mundo já sabia: que a guerra é para se fazer, com ou sem resolução das Nações
Unidas, com ou sem aliados. A guerra há muito que está decidida
Não foram precisas 24 horas para que cinco dirigentes da União Europeia se
mostrassem disponíveis para qualquer solução, desde que seja essa a vontade dos
Estados Unidos. Tony Blair, Aznar, Berlusconi, .. e Durão Barroso contrariam,
com um manifesto de obediência a Bush, a posição que na União Europeia ganhava
força: a da oposição a uma guerra injustificada e injustificável.
Durão Barroso tomou esta posição apesar de todas as oposições internas,
incluindo a do Presidente da República que, nesta matéria, tem e deve ser
ouvido.
Durão Barroso tem de responder se, perante um ataque ao Iraque sem resolução das
Nações Unidas, irá apoiar a acção militar. Se irá desrespeitar a lei
internacional e tornar-se, assim, no cúmplice de um crime.

NÃO À GUERRA !