Núcleo   Guarda  

Comunicado

 

Ser cabeça de lista por uma qualquer força política é motivo de orgulho para qualquer cidadão deste País.

            E quando essa força política se bate por causas justas, mais honroso se torna o nosso propósito.

            É portanto, com  muita honra, que encabeço uma lista de candidatos, que unidos  pelos mesmos ideais, se apresentarão dia 17 de Março, às Eleições Legislativas, propondo ao Povo Português e muito em especial aos eleitores do Circulo da Guarda,  novas maneiras de fazer política, apostados na diferença, no rigor das propostas e apostados numa política de esquerda, perfeitamente enquadrada na democracia portuguesa.

            Mas para alcançarmos o que nos propomos fazer, pedimos ao Povo do Distrito da Guarda, o seu apoio e expresso através do seu voto.

            Temos motivos mais que suficientes para o fazer.

            O Bloco de Esquerda, representado na Assembleia da Republica desde Outubro de 1999, pautou a sua acção com rigor e coragem, contra o pantanal e falta de coragem do governo socialista, perante as pressões da direita políticas e seus interesses instalados.

            Foi graças à acção e às propostas do BE que a violência doméstica sobre as mulheres se tornou um crime público; que o governo se viu forçado a avançar para as primeiras medidas de reforma fiscal; que se iniciou uma viragem histórica na política de combate à toxicodependência ou que se melhorou a legislação sobre os contratos a prazo.

            Foi do BE que partiu a solidariedade com o povo timorense,  a luta do povo palestiniano, com os sem-terra do Brasil, com os presos políticos da Turquia, com a luta pela democracia em Angola.

            Os dois deputados do BE, ao longo dos 26 meses da legislatura cessante, apresentaram 75 propostas de lei. 24 foram aprovadas, 16 foram rejeitadas e 35 não chegaram a ser agendadas, apesar de contemplarem assuntos de grande importância para a vida do país. O Bloco foi, na verdade, o rosto da outra forma de fazer política à esquerda, com o rigor e o apego firme à justiça. Ficou demonstrado que um pequeno partido no Parlamento, orientado por grandes causas, pode influenciar o destino das coisas. Porque as causas justas multiplicam apoios e impõem mudanças. Precisa é a coragem e a lucidez de as fazer valer. O que pedimos aos eleitores, também do distrito da Guarda, é que dêem mais força ao Bloco no Parlamento.

            Mas se estes factos, são por si, a demonstração de valores, aos quais o Bloco não se alheou, outros há, para os quais o BE tem a noção exacta, que só com o apoio dos eleitores, e neste caso os Guardenses, poderá por eles combater democraticamente, em local próprio, ou seja na Assembleia da Repu blica.

            A ver…

            Há que contar com um avanço da direita, através de ataques conservadores, monetaristas e autoritários, pondo em risco as  conquistas sociais e de inevitáveis efeitos recessivos no plano económico.

            Não se prevê e por lado do PS, uma força capaz de trazer políticas inovadoras. Mudaram os líderes, mas o “guterrismo” continuará entranhado nas suas hostes.

            É preciso pois uma nova política. Propor e fazer vingar novas ideias e novas políticas à esquerda. É o que exigem os que trabalham, os jovens, os mais fracos, a grande maioria dos cidadãos do país e do distrito.

            As maiorias do “fromage”  limiano nada de novo e bom trouxeram a Portugal. Antes pelo contrário, ajudaram e de que maneira a criar o pantanal em que os portugueses diariamente se atolam, visível nos baixos salários, no desemprego e na precariedade.

 

Candidatamo-nos porque é um compromisso de honra do Bloco, perante o Povo Português, levar à Assembleia da Republica, propostas no sentido de uma reforma fiscal que seja o suporte de um novo modelo de desenvolvimento económico, democrático e socialmente justo, que combata à fraude, tribute as grandes fortunas e possa viabilizar o investimento numa reorientação das políticas sociais no que respeita à formação profissional, aos salários, ao pleno emprego, à segurança no trabalho, à idade de reforma, aos horários e ritmos de trabalho, às férias e pensões.

Candidatamo-nos porque a maioria da população portuguesa continua a não ter acesso a um serviço público de saúde de qualidade e tendencialmente gratuito, como estabelece a Constituição da República.

            Em Portugal crescem  as  taxas de alcoolismo e de toxicodependência e agrava-se o crescimento da SIDA e da tuberculose.

             Esses são alguns dos resultados de políticas privatistas, irresponsáveis, incompetentes e liquidadoras do SNS prosseguidas pelo PSD e retomadas por quase todos os ministros da saúde do PS.

            A reforma do sistema de saúde, separando o público do privado, o aprofundamento das políticas de combate à toxicodependência, serão bandeiras centrais desta candidatura.

            Candidatamo-nos também, porque sem uma aposta excepcional no sistema público de educação e de investigação científica não há modernização nem desenvolvimento possíveis.

E esta é uma das paixões mais tragicamente frustradas que o cavaquismo e o guterrismo nos deixaram como herança de um longo rol de cedências aos negócios privados da educação. Apesar do extraordinário esforço, competência e dedicação de milhares de professores do sistema público de ensino, mal pagos e desconsiderados nas suas carreiras, a política de educação, especialmente ao nível do ensino básico e secundário, depara com graves impasses. Altíssimos níveis de abandono e de insucesso escolar, iletracia, insegurança e excesso de alunos em número crescente de escolas urbanas, ausência de meios para integrar as minorias, desorçamentação das escolas, baixas expectativas para os alunos oriundos das classes pobres, universidades financeiramente estranguladas e com uma investigação incipiente, um ensino politécnico secundarizado e sem estratégia de qualificação própria. A definição de uma nova geração de políticas educativas que concilie a democratização do acesso com a aposta na qualidade do ensino e focalizadas de forma especial para o alargamento da rede pré-escolar, e para o fomento da investigação científica são outro compromisso claro dos deputados do BE.

O Bloco de Esquerda está apostado na luta contra o compadrio, a hipocrisia, mentira e corrupção.

O Bloco de Esquerda está apostado na melhoria de condição de vida dos Portugueses !

O Bloco de Esquerda com o seu apoio vai mudar o Distrito da Guarda !

O Bloco de Esquerda com o seu apoio vai mudar Portugal !

Carlos Albano

                                    Candidato pelo Bloco de Esquerda – Guarda

 

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